A limpeza dentária permite eliminar a placa dentária acumulada no esmalte dos dentes, que serve de refúgio a diversas bactérias patogénicas.
Este tártaro tem dois efeitos nocivos na gengiva e em todo o periodonto:
- cria um risco de infeção, uma vez que a presença de bactérias pode provocar infeções ou abcessos;
- exerce uma pressão mecânica sobre a gengiva através de um efeito de cunha, o que, a longo prazo, pode levar ao descolamento e à recessão gengival, ou mesmo à perda dentária.
Em certos casos, o tártaro pode ter efeitos nefastos na saúde geral: se estiver associado a uma infeção bacteriana com sangramento das gengivas, o risco de endocardite bacteriana aumenta no doente. Trata-se de germes que partem da boca em direção ao coração, onde provocam lesões inflamatórias e infetivas.
No caso de uma consulta preventiva anual, a remoção do tártaro integra a abordagem global da medicina geral e reforça a saúde oral e dentária, apoiada pela adoção de bons hábitos no dia a dia (nomeadamente uma escovagem regular e eficaz dos dentes).
No caso das patologias periodontais, a raspagem deve ser realizada no final do tratamento de saneamento das gengivas. Realizá-la demasiado cedo poderia, pelo contrário, propagar as bactérias patogénicas.